A reforma da Previdência é o
principal tema em debate na Câmara dos Deputados nesta semana, uma das últimas
da sessão legislativa. Enquanto os aliados do governo, favoráveis à aprovação
da reforma neste ano, continuam insistindo no convencimento dos deputados para
votar a favor da reforma, os contrários à proposta atuam em caminho diverso.
Mesmo os governistas têm
afirmado que ainda não contam com os 308 votos necessários para aprovação de
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que altera as regras do
sistema previdenciário.
Na semana passada, o
deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais articuladores do governo,
montou uma estratégia envolvendo lideranças aliadas de mais de 20 estados para
ajudá-lo no convencimento e, também, na contagem dos votos dos deputados que
apoiam a aprovação da reforma. Os números podem ser apresentados neste domingo
(3), às 19h. ao presidente da República, Michel Temer, e ministros envolvidos
na aprovação da reforma.
Partidos de oposição e
centrais sindicais contrárias à aprovação da reforma trabalham para a rejeição
da matéria. Também na semana passada, os presidentes das principais centrais
sindicais do país se reuniram com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo
Maia, e pediram o adiamento da votação para o ano que vem. As centrais estão
convocando os trabalhadores para uma greve geral no dia 5 de dezembro contra a
reforma da Previdência.
O deputado Rodrigo Maia,
responsável por pautar a votação da PEC, tem afirmado que só colocará a matéria
em votação quando houver garantia de votos suficientes para aprová-la. Ele já
admitiu que, se não for possível aprovar a PEC ainda este ano, a votação poderá
ficar para depois do carnaval de 2018. Maia defende a aprovação da reforma para
que o país volte a crescer.
Fonte: Agência Brasil