O ministro da Casa Civil, Eliseu
Padilha, disse nesta quarta-feira (29/11) que não considera mais o PSDB como um dos partidos da base de apoio ao governo no Congresso. Padilha afirmou que,
ainda assim, o governo espera que os tucanos demonstrem apoio à reforma da Previdência “pela história do PSDB“. “A reforma se encaixa plenamente [no
projeto do PSDB]. Acho
perfeitamente defensável pela história do PSDB“, declarou.
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| Eliseu Padilha não considera maos o PSDB como aliado. |
O
ministro disse o governo “já
chegou no osso” e não deve fazer novas mudanças no texto da reforma
da Previdência além do que já foi apresentado e divulgado nas propagandas
oficiais. O mesmo se aplica, segundo Padilha, às mudanças sugeridas pelos
tucanos para votar a reforma.
“A posição do governo é não dar apoio a
novas alterações [no texto da reforma da Previdência]. Já fizemos concessões muito
grandes”, disse o ministro sobre as mudanças propostas pelo PSDB.
O auxiliar de Michel Temer joga duro.
Passa o recado de que o PSDB, a julgar por sua história e os ideais defendidos,
tem o dever de apoiar a reforma da Previdência. Segundo Padilha, “desde o
início [o PSDB] tinha compromisso com a reforma“. ” A
gente conta que eles mantenham o compromisso“, declarou.
REFORMA MINISTERIAL E ELEIÇÕES 2018
Eliseu Padilha afirma que o PMDB
buscará, com sua base de apoio no Congresso, formar uma aliança para defender o
que ele chama de “legado de Michel Temer” nas eleições presidenciais de 2018.
Base de apoio que, segundo o ministro, não conta com o PSDB.
“Vamos fazer de tudo para manter a base
de governo e 1 projeto único de poder para 2018, mas o PSDB não está no
governo”, disse.
Segundo o ministro, a única condição
imposta pelo PMDB é a defesa do governo. Isso seria feito entre os aliados mais
próximos no momento, uma aliança de centro-direita entre partidos como DEM, PP,
PSD e PR.
“Não estamos excluindo ninguém. Mas
a ideia é nós termos dentro da base de apoio ao governo candidatura que
possa representar esse legado. Vamos admitir que o candidato do PSDB defenda
o legado do governo, abre-se a possibilidade[de o PMDB apoiar o PSDB em
2018]”, afirmou.
Mesmo assim, o ministro disse que
caberá a Michel Temer fazer alterações na Esplanada a partir do desembarque
cada vez mais próximo do PSDB. Padilha disse que ministros tucanos poderão ser
mantidos no governo caso o presidente decida.
ORIENTAÇÃO PARTIDÁRIA SOBRE REFORMAS
O ministro da Casa Civil afirmou que o
governo não espera que partidos aliados determinem posicionamento favorável à
reforma da Previdência.
“Não posso mais ter muitas ilusões
ingênuas [sobre o apoio dos partidos à reforma da Previdência]. Se
fôssemos propor o fechamento de questão sobre este tema, não seria bem
sucedido. Não se tem condição de ter 100% [dos votos]dos partidos.
Vai criar 1 constrangimento desnecessário. Não vamos forçar que a base de
sustentação venha a pensar em fechamento de questão“, declarou.
