O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não descartou a
possibilidade de assumir a presidência do PSDB, após negar esse cenário
de forma contundente nos últimos dias. Com a destituição do senador Tasso Jereissati (CE) do comando interino da sigla,
na última quinta-feira (9), o nome do governador foi levantado por
tucanos importantes, como o ex-senador José Aníbal, presidente do
Instituto Teotônio Vilela, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Temos dois pré-candidatos. Vamos aguardar. Essa é uma decisão coletiva
do Brasil inteiro", disse Alckmin. Além de Tasso, que se declarou
candidato na última quarta (8), o governador de Goiás, Marconi Perillo,
também afirmou que vai concorrer à presidência do PSDB, que será
escolhida em convenção do partido no dia 9 de dezembro.
O
prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse neste domingo, 12, que
defende Perillo para presidir a sigla, mas "se for necessário" que o
governador de São Paulo Geraldo Alckmin assuma o comando da sigla como
terceira via "será bom para o partido".
"Se for necessário que o
governador Geraldo Alckmin assuma a presidência do PSDB como um tercius
será bom para o partido", disse o tucano. "Continuo apoiando Marconi
Perillo para a presidência do PSDB."
Nesta semana, o senador
Aécio Neves (MG), presidente afastado do partido, destituiu Tasso da
presidência interina. A justificativa do mineiro é dar isonomia à
escolha do próximo presidente do PSDB, em dezembro, uma vez que Tasso se
candidatou ao cargo.
Com a saída de Tasso, assumiu,
interinamente, o ex-governador Alberto Goldman. A disputa pelo comando
da legenda levou à maior crise interna do PSDB.
Fonte: Agência Estado
